A humildade é a virtude mais sublime e que mais caracteriza o homem, na sociedade, no lar, na igreja, e no exercício de suas funções, sejam elas grandes ou pequenas, elevadas ou modestas.

O pecado do orgulho leva o homem a menosprezar as pequenas coisas e só verem as coisas altivas. O sábio, entretanto, procura enxergar grandezas nas coisas humildes. Disse certa vez o romancista francês Alexandre Dumas: “A criança é pequena e encerra o homem, o cérebro é estreito e abriga o pensamento, a pupila é um ponto e abrange a imensidade.”

Conheço pessoas que nada possuem, e vivem a fazer ostentações exageradas e exibir conhecimentos que nem deles se aproximam. Conheço um rapaz que fizera uma graduação de “Relações Internacionais” e tornou-se tão orgulhoso e tão cheio de vaidade, que desmoralizou o curso que fizera. Foi um curso decorado: um verniz na casca, mas o “miolo” estava estragado.

A pessoa humilde, nunca se considera superior a ninguém, mesmo tratando com pessoas de posição inferior; não trata com menosprezo os seus subalternos; não repreende com arrogância; não exibe seus conhecimentos para demonstrar grandezas; não se ensoberbece pelo que possui. Porém, sabe baixar a cabeça diante de um elogio sincero; sabe pedir desculpas quando erra contra alguém; sabe reparar o erro quando é advertido; sabe ter paciência com os ignorantes; sabe mandar sem orgulho e obedecer sem baixeza.

O homem humilde não se envergonha de sua origem humilde, pelo contrário se compraz em relatar. Certa vez o célebre Abraham Lincoln disse: “Não importa o ninho, se o ovo é de águia”.

                  Ser humilde é ser manso, ser modesto, ser cortês; essas qualidades são o melhor “cartão de visita” que se pode oferecer aos seus observadores. Disse Jesus Cristo:

Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”. Mt. 11.29.

Nunca se deve esquecer que em torno de nós há centenas de olhos curiosos, observando os nossos passos, nossos hábitos e tirando conclusões de nossas qualidades e fazendo juízos a nosso respeito. … estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta”. Hb. 12.1

A humildade revela inteligência, nobreza de alma e superioridade de espírito; uso de razão, boa formação de caráter e um conceito exato do que é a vida, repetindo sempre as palavras divinas: “Lembra-te de que és pó e em pó hás de tornar”. Gn. 3.19

Deveríamos, então, de quando em quando, perguntarmos a nós mesmos: “Que dizem os homens que eu sou?”. Reflitamos: Não há coisa mais bela, não há traje que dê tanta elegância, não há joia que realce tanto um perfil, como a humildade!