Mordomia cristã é chamada de responsabilidade de cada cristão em relação à administração dos bens espirituais e materiais outorgados por Deus a ele. A Bíblia diz claramente que somos mordomos de Deus nesta terra. Portanto, o mordomo é a pessoa responsável pela administração de um cargo que lhe foi confiado.

O Antigo Testamento fala de algumas pessoas que desempenharam com muita responsabilidade essa função. Eliézer foi o mordomo de Abraão, isto é, a pessoa que governava tudo o que o patriarca hebreu possuía (Gênesis 15:2). José, antes de se tornar governador do Egito, foi mordomo da casa de Potifar (Gênesis 39:4,6).

Somos mordomos de Deus

A mordomia cristã deve partir da verdade fundamental de que Deus é o criador e sustentador de todas as coisas. Isso quer dizer que Ele é o dono de tudo, e nada nos pertence. Temos o costume de nos enxergar como donos das coisas, mas na verdade somos simplesmente mordomos. O salmista ensina que “ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24:1). Já em Gênesis 1, a Bíblia mostra que o homem foi chamado à mordomia. Logo após ter criado o homem, Deus lhe comissionou a cuidar, sujeitar e dominar sobre a criação (Gênesis 1:28-30; 2:15). Então, como mordomos de Deus, somos responsáveis por tudo o que Ele nos dá e não podemos esquecer, principalmente, dos dons, os talentos, o tempo, o conhecimento que recebemos, e até sobre os nossos corpos. Somos administradores desses bens e também seguidores de Cristo, conhecedores de sua revelação através das Sagradas Escrituras. Ignorar a nossa responsabilidade quanto à mordomia cristã é desprezar a vontade do Senhor.

Na Parábola dos Dois Servos, Jesus ensina: “Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim” (Lucas 12:42,43). Mas na mesma parábola, Jesus adverte acerca do perigo da má mordomia cristã (Lucas 12:45,46). Além disso, quanto mais conhecimento o mordomo tem da vontade de seu senhor, mais responsabilidade ele possui, de modo que no dia da prestação de contas ele será tratado com mais rigor (Lucas 12:47,48). Adão, por exemplo, foi o primeiro mordomo infiel. Ele falhou em obedecer à ordem do Senhor e lançou toda a humanidade no estado de rebelião contra Deus (Gênesis 3). Consequentemente, a criação foi submetida à maldição e aos efeitos do pecado.

O apóstolo Paulo escreve que, aqueles que estão envolvidos com a proclamação do evangelho, são servos de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus (1 Coríntios 4:1). É verdade que por um lado, algumas pessoas são vocacionadas pelo Senhor e reconhecidas pela Igreja como ministros do evangelho que exercem o ofício do ministério a serviço das igrejas locais; e que estes são “despenseiros da casa de Deus” (Tito 1:7). Mas por outro lado há um sentido em que todos os crentes são ministros do evangelho; embaixadores do Reino de Deus; operários da obra do Senhor na terra. Por isso todos os cristãos deve sempre se preocupar em fazer um auto-exame acerca de como tem sido seu comprometimento com a disciplina da mordomia cristã. Como seguidores de Cristo, devemos fazer essa avaliação pessoal refletindo sobre alguns pontos essenciais: Como está a nossa mordomia cristã com relação ao tempo? Como está a nossa mordomia cristã com relação aos nossos bens materiais? Como está a nossa mordomia cristã com relação ao nosso corpo? Como está a nossa mordomia cristã com relação as ocupações diárias das quais participamos? Como está a nossa mordomia cristã com relação aos nossos relacionamentos? Devemos estar sempre atentos quanto à mordomia cristã em todas as esferas de nossas vidas. Precisamos ter consciência de que os mordomos de Deus devem ser encontrados fiéis (1 Coríntios 4:2). Ir Jorge Luiz Eleotério – Líder de Grupo de Vida